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Edição #141

Setembro 12

Nesta edição

60 Anos de São Luiz

Durante um bom tempo, o surf foi visto como uma atividade recreativa “radical”, de contato extremo do homem com a natureza, e como o esporte representativo de um modo de vida naturalista, associado à contracultura originada nos Estados Unidos. Em larga escala, os surfistas também eram tidos, ao menos no Brasil, por pessoas desocupadas e de falar limitado e desleixado. Esse preconceito não levava em conta que o surf já havia se propagado por todas as classes sociais: se, para os surfistas de menos posses, bastava-lhes uma prancha e as roupas de banho necessárias para integrar-se à tribo, os de melhores condições puderam descobrir points mundo afora e estruturá-los para o turismo, além de estabelecer uma indústria de moda e uma abordagem específica do gênero na mídia. A nosso convite, o surfista e jornalista Marcelo Sá Barreto fez para esta edição um apanhado das principais contribuições da cultura surf, incluindo as que prestou à música, à fotografia e ao comportamento social.

O outro tema de destaque desta edição é o Cinema São Luiz, que completa 60 anos, no dia 6 de setembro, e preserva sua importância não apenas no contexto da cadeia produtiva cinematográfica, mas no âmbito arquitetônico e, sobretudo, na memória afetiva dos recifenses, cuja mobilização impediu que ele fosse fechado em definitivo ou se rendesse à programação de baixa qualidade. Para abranger o complexo de significados que o São Luiz constitui, três críticos de cinema escreveram sobre sua história, as mudanças urbanísticas que testemunhou, o lugar que ocupa entre as salas de exibição pré-multiplex e os fatos vivenciados por cinéfilos na cidade. Em uma época na qual os espectadores dirigem-se aos shopping centers para assistir à estreia de blockbusters, o São Luiz evoca boas lembranças e serve de espaço para mostras competitivas e filmes artísticos.

Por fim, no centenário de nascimento do cineasta Michelangelo Antonioni, discutimos qual seria a argumentação de um dos seus clássicos, Blow up, de 1966, diante das digitalizações de hoje. Convidamos o professor Thiago Soares para escrever sobre o tema que, instigado, trouxe ótimas reflexões sobre as novas tecnologias e a permanência do enigma: houve ou não um crime, depois daquele beijo?

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