• Andy Warhol

    Por Janio Santos

    Ilustração: Janio SantosIlustração: Janio Santos

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    á 30 anos, morria o ícone dapop artAndy Wahrol. Na década de 1960, começou a produzir suas obras pop, a exemplo da Campbell Soup,e foi um dos pioneiros no uso do video como suporte. Fascinado por Hollywood, desenvolveu uma série de retratos de artistas como Marilyn Monroe, Elvis Presley e Elizabeth Taylor. Ele próprio uma celebridade previu que, hoje, todos teriam seus 15 minutos de fama. 

  • Edward Hopper

    Edward Hopper por Alex DantasEdward Hopper por Alex Dantas

     

    Por Alex Dantas

    O artista que retratou tão soberbamente a América moderna,
    Edward Hopper, morto há 50 anos, não chega ele mesmo a ser um “retrato” conhecido. Poucos reconheceriam sua figura numa fotografia como são capazes de fazer com a de Picasso. Entretanto, sua obra tornou-se icônica, até para os que desconhecem sua autoria. A mais popular delas é certamente a pinturaNighthawks (1942), uma obra-prima sobre a solidão instrínseca à humanidade.

     

  • Frank Miller, 60 anos

    Por Rodrigo Gafa

    Frank Miller por Rodrigo GafaFrank Miller por Rodrigo Gafa

    O quadrinista Frank Miller chega aos 60 anos neste mês. Celebrado por uma legião de fãs, foi o responsável, na década de 1970, por resgatar a trajetória do Demolidor – O homem sem medo. Mas foi com o clássico Batman: O cavaleiro das trevas que demonstrou todo seu potencial, construindo um roteiro que trazia o super-herói anos depois de sua aposentadoria, numa clima sombrio e ameaçador, num diálogo com os romances policiais noir.

  • Marieta Severo

    Por Mario Alberto

     

    Ilustração: Mario AlbertoIlustração: Mario Alberto

    Filha de um advogado e de uma professora, Marieta Severo da Costa, que chega este mês aos 70 anos, estreou como atriz em 1965. Foram mais de 30 peças de teatro, 40 filmes e 20 novelas e programas televisivos, entre eles o saudoso A grande família, no qual deu vida à Dona Nenê durante 14 temporadas. Seu talento, prestígio e sucesso tornam o fato de ter sido casada com Chico Buarque apenas um detalhe.

  • Marisa Monte: 50 anos

    Por Sávio Araújo

    Marisa Monte. Ilustração: Sávio AraújoMarisa Monte. Ilustração: Sávio Araújo

    Poucas artistas brasileiras conquistam, em suas estreias, o prestígio consensual que
    Marisa Monte conquistou com o seu primeiro LP,MM. Com bela voz, belo porte e repertório garimpado nas joias da MPB, a carioca de vinte-e-poucos-anos afirmou-se como uma intérprete de personalidade. Agora, aos 50 anos, ela coleciona prêmios e uma história de sucesso, mantendo uma dignidade profissional rara no cenário da música popular.

  • Steven Spielberg

    Por Fraga

    Ilustração: FragaIlustração: Fraga


    Quem é Steven Spielberg: o jovem realizador que impressionou o mundo com Tubarão (1975); o diretor que arejou a ficção científica em Contatos imediatos do terceiro grau (1977) e Minority Report (2002); o artesão da guerra em A lista de Schindler (1993) e O resgate do soldado Ryan (1998); ou o idealizador das aventuras Indiana Jones e Jurassic Park? Aos 70 anos, o múltiplo cineasta norte-americano habita o panteão de mitos da Sétima Arte.

  • Tom Zé, 80 anos

     

    Ilustração: BaptistãoIlustração: Baptistão

     

    No dia 21 de abril de 2002, o público do Abril Pro Rock assistiu a um dos shows memoráveis na história do festival: Tom Zé, que apresentava o espetáculo Jogos de armar. Poucos minutos após a aclamação, o artista, assim como Jacob do Bandolim, sofreu um enfarte por tamanha emoção provocada pela música. Felizmente, ao contrário do gênio carioca, o gênio baiano de Irará escapou ileso. E hoje, 14 anos depois desse episódio, chega aos 80 anos, com o mesmo vigor. “Desde aquele dia, não tive mais nada”, me disse Tom Zé, durante a sessão de autógrafos, ao final de uma das quatro apresentações na Caixa Cultural Recife.

    Durante essa temporada, entre os dias 28 de setembro e 1º de outubro, o octogenário esbanjou, além do talento, uma combinação de energia e alegria de menino por estar no palco, apresentando repertório baseado em cinco décadas de carreira e do mais novo disco, "Canções eróticas de ninar".

    Aos 80 anos, Antônio José Santana Martins continua cantando, tocando, compondo e gravando de uma maneira rara na música brasileira, ao abordar temas atuais, como no EP Tribunal do Feicebuqui (2013), que surgiu como resposta à polêmica em torno de sua narração no comercial da Coca-Cola.

    Das letras, arranjos, capas de discos à performance, ele vem nos dando provas de ser o compositor/cantor brasileiro mais à frente do seu tempo, sempre curioso, destemido, interessado no novo, na originalidade, na criação.

    No documentário Fabricando Tom Zé (2007), o artista, que estudou música, minimiza: “O que me salvou foi que eu sou um péssimo compositor, um péssimo cantor e um péssimo instrumentista. Então, quem é péssimo, tanto faz tocar piano como tocar enceradeira. Vocês não podem imaginar como é estreito o caminho entre o piano e a enceradeira, quando a gente é péssimo músico. E aí, como ninguém toca enceradeira, eu me tornei o único.”

    Tom Zé não é um instrumentista como Hermeto Pascoal nem um compositor como Chico Buarque, muito menos um cantor como Milton Nascimento. Mas nenhum deles é Tom Zé. Ninguém nunca será.