• Aos leitores

    "Vaga carne", de Grace Passô. Foto: Bernardo Cabral/Divulgação"Vaga carne", de Grace Passô. Foto: Bernardo Cabral/Divulgação

     

    Nosso colaborador Pedro Vilela, responsável pela matéria de capa sobre as novas dramaturgias em curso, diz que qualquer pessoa que chegasse ao Brasil hoje e visse o panorama do que está em cena pensaria que o teatro nacional nasceu neste exato momento. Isto porque, alega, estamos vivendo um dos momentos de grande influxo criativo. Estão em processo várias formas de criar – e essa diversidade é o que enriquece o cenário da dramaturgia atual.


    “Atualmente, seja pelos que possuem perfil de uma ‘dramaturgia de gabinete’ – nome comumente dado à produção de um autor que realiza sua escrita de modo solitário, apresentando-a apenas quando julga finalizada –, seja no ‘dramaturgo de sala de ensaio’, aberto a questionamentos durante seu processo, aponta-se nos dois casos uma característica em comum: a busca pelo aspecto experimental de escrita. O que se vê é o recorrente abandono das formas tradicionais. Cada vez mais, as obras que chegam aos nossos palcos possuem uma escrita marcada por fragmentações, abandonando noções como enredo, tempo, espaço, lugar, representação, navegando pelo que o pesquisador alemão Hans-Thies Lehmann define como pós-dramático”, escreve Vilela.


    É no sentido de apresentar os mecanismos e alguns atores deste atual momento do teatro brasileiro que seguimos nesta matéria especial, na qual também perfilamos jovens dramaturgos, como o cearense Rafael Martins e a mineira Grace Passô, que ilustra esta página.


    Outro assunto sobre o qual gostaríamos de chamar a atenção neste editorial, que converge para a criação – desta vez no campo cinematográfico, são os núcleos criativos, abordados por Luciana Veras em Claquete. A partir deste fomento, lançado pela Agência Nacional do Cinema/Ancine em 2014, roteiristas, produtores e realizadores de todo o Brasil estão se reunindo para desenvolver projetos independentes de documentários, curtas, longas e séries ficcionais. Um trabalho que começará a mostrar seus resultados em 2017.

  • Aos leitores - editorial #191

    Foto: Gilvan BarretoFoto: Gilvan Barreto

    Nas recentes Olimpíadas, chamou atenção do público um pequeno grupo de 10 atletas que não empunhavam a bandeira de seus países, mas a do Comitê Olímpico Internacional. Isto porque, por guerras e violações políticas e humanitárias, eles tiveram que deixar seus lugares e se refugiarem em outros países. Havia entre eles sírios, congoleses, sul-sudaneses e um etíope. A situação de refúgio tem sido uma preocupação mundial, entre outros fatores, pela vulnerabilidade a que são expostas essas pessoas e pela pressão exercida sobre os países que as acolhe. Nada é fácil, neste caso.

    Qual a situação do refúgio no Brasil? De onde nos chegam mais pedidos de asilo? Por que nos escolhem para pedir acolhida? Essas foram algumas das perguntas para as quais buscamos respostas na reportagem especial deste mês, realizada num dos estados que mais concentra refugiados no país, o Rio de Janeiro, pela repórter Suzana Velasco e pelo fotógrafo Gilvan Barreto. Além de dados, buscávamos, sobretudo, histórias de vida, encontrar entre aqueles indivíduos os motivos que os trouxeram aqui e como eles têm se adaptado a uma cultura diversa.

    O que primeiro impacta nesses encontros é a clareza da circunstância de vida ou morte em que todos se encontravam quando fugiram de suas casas, o perigo iminente de ataque e violação, que muitos de nós só experimentamos nos piores pesadelos. Diferentemente do migrante, o refugiado não tem muita opção, vai para onde é possível. Esse foi o caso da gambiense Mariama Bah, que tem parte de sua história contada nas páginas a seguir, que entrou num navio sem saber para onde iria, apenas com a vontade de viver.

    Quando as pessoas fogem de seus países, elas não apenas se despojam de casas, empregos, bens. Muito pior. Elas se privam das pessoas que amam e de si mesmas. Deixam para trás pais, maridos, esposas, filhos; abandonam lugares e profissões, passam de engenheiros, agrônomos, médicos ao que for possível. A partir desses e de outros relatos, percebemos que o fato de estar vivo e poder transformar tudo perdido em algo novo é o que sustenta essas pessoas. Então, por pouca que seja a aproximação com elas através de uma reportagem, ouvi-las e percebê-las nos traz o ânimo da vida e a necessidade do desapego. Para nós, isso já é um feito.

  • Aos leitores - editorial #192

    Imagem: ReproduçãoImagem: Reprodução


    Muitos de nós nem vivemos 64 anos, somos abreviados antes. Mas é este tempo que está registrado num projeto soberbo de Francisco Brennand: a produção de um diário. Ao longo desse período, de 1949 a 2013, o artista anotou em cadernos impressões, ideias, inquietações, não apenas sobre si mesmo, a vida íntima e familiar – como é peculiar aos diários pessoais –, mas relativos à arte, à literatura, ao cinema… enfim, aos hábitos culturais e intelectuais do grande criador que é Brennand.

    Esse material valioso e imenso está sendo lançado agora numa caixa com quatro volumes que somam, no total, 1.992 páginas. Imagine, leitor, que este material (que, claro, conta com todo o aparato de edição textual e design gráfico, com sumários, índices remissivos, fac-símiles, reproduções de obras do artista, entre outras belezas) não contempla tudo que Francisco Brennand escreveu ao longo destas seis décadas. E sabe por quê? Porque ele literalmente queimou páginas e páginas que não queria eternizar; também editou – reescreveu, reviu – vários dos escritos, para que eles chegassem a uma forma literária adequada aos seus propósitos. O artista intitulou a edição do seu diário O nome do livro, considerado pelo poeta e ensaísta Alexei Bueno, que prefacia o primeiro volume do diário, “o maior do gênero diário já aparecido na literatura brasileira”.

    Há meses, a Continente vem cortejando esta edição, realizada pela Inquietude, com o apoio da Cepe Editora (que publica a revista). Agora, com o lançamento da obra, oferecemos uma interpretação do diário, tarefa para a qual convidamos a jornalista Bárbara Buril, que esteve com Brennand meses atrás, em sua Oficina na Várzea. Cada um de nós, leitores, será tocado de forma diferente por esse encontro com o texto de Brennand e, possivelmente, essa experiência nos enriquecerá acerca da obra em pintura e cerâmica desse artista que teve coragem e determinação para nos dizer profundezas de modos tão diferentes e complementares.

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